
O Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina realizou, nesta terça-feira (4), uma série de testes com uma moto aquática desenvolvida para atuar em enchentes, inundações e enxurradas. A avaliação ocorreu em Itajaí e teve como objetivo verificar o desempenho do equipamento em diferentes condições de navegação.
Diferentemente das motos aquáticas usadas no salvamento em praias, o modelo foi projetado para enfrentar ambientes com correnteza e obstáculos, como galhos, pedras, entulhos e estruturas parcialmente submersas. O revestimento reforçado oferece maior resistência durante os deslocamentos e pode facilitar o acesso a áreas atingidas pela água.
Os testes foram realizados no Rio Itajaí-Açu, nos costões da Praia de Cabeçudas e na Praia do Atalaia. Participaram bombeiros especializados em operações com embarcações, representantes de Itajaí, Balneário Camboriú, Florianópolis, Tubarão, Barra Velha e Rio dos Cedros.
Durante a atividade, os militares também avaliaram equipamentos de proteção destinados a ocorrências com enchentes, incluindo roupas impermeáveis, botas, coletes e capacetes.
A moto aquática, conhecida como RescueRunner, é fabricada na Suécia e foi desenvolvida para operações em águas rápidas e locais de difícil navegação. O equipamento já é utilizado pelo Corpo de Bombeiros Militar do Paraná.
A avaliação em Santa Catarina ainda não representa uma decisão de compra. Após os testes, os bombeiros deverão elaborar relatórios técnicos com informações sobre desempenho, segurança e aplicabilidade do modelo em resgates.
O custo é um dos principais pontos analisados. Cada unidade custa entre R$ 500 mil e R$ 600 mil. Uma moto aquática convencional usada em salvamentos aquáticos custa de R$ 150 mil a R$ 200 mil. Já um bote inflável com motor de 30 HP, utilizado em enchentes, tem valor estimado entre R$ 25 mil e R$ 30 mil.

