
Retirada da baliza como etapa eliminatória é vista como retrocesso na formação de condutores
A publicação do novo Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular, pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), trouxe alterações significativas na prova prática para obtenção da CNH. Entre as principais mudanças está o fim da baliza como fase eliminatória, decisão que tem gerado críticas de profissionais ligados à educação no trânsito.
O documento, divulgado neste domingo (1º), estabelece normas nacionais que devem ser seguidas por todos os órgãos de trânsito do país. A partir dele, a baliza deixa de ser considerada um teste independente e decisivo durante o exame prático de direção.
Especialistas alertam que a mudança pode comprometer a qualidade da avaliação dos candidatos. Para instrutores de trânsito, a manobra sempre foi um dos principais instrumentos para medir o domínio do veículo antes de liberar o condutor para o tráfego urbano.
Em Santa Catarina, o Detran ainda não informou quando as novas regras entrarão em vigor, mas confirmou que a adoção será obrigatória, conforme determinação federal.
Profissionais da área avaliam que a retirada da baliza enfraquece o processo de habilitação. Segundo especialistas, a manobra exige habilidades fundamentais para a condução segura, como coordenação motora, percepção espacial e controle do veículo em situações reais do trânsito.
Na avaliação desses profissionais, a flexibilização dos critérios pode permitir que candidatos menos preparados sejam aprovados, o que tende a impactar negativamente a segurança viária.
As alterações estão previstas na Resolução nº 1.020/2025, que também flexibiliza outros pontos do exame prático. Especialistas defendem que mudanças no processo de habilitação devem priorizar a formação completa do condutor e a redução de riscos nas vias.
Foto: Reprodução/Internet
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