
Procedimento pioneiro para tratar doença rara já devolve sensibilidade e renova a esperança de autonomia da criança.
Uma intervenção cirúrgica considerada inédita em Santa Catarina trouxe novas perspectivas para a vida de Sarah Gomes de Araújo, de 9 anos, que nasceu com uma displasia esquelética rara responsável por uma deformidade severa na coluna vertebral. A condição afetava diretamente sua mobilidade, respiração e qualidade de vida.
A trajetória até o procedimento foi marcada por desafios. Diagnosticada ainda na gestação, Sarah cresceu sem acesso contínuo a especialistas. Após uma mudança definitiva para Santa Catarina, em 2024, a menina iniciou acompanhamento médico no sistema público de saúde, passando por uma longa sequência de exames até a definição do tratamento adequado.
Em dezembro de 2025, a criança foi submetida a uma cirurgia de alta complexidade no Hospital Infantil Joana de Gusmão. O procedimento ocorreu em duas fases e utilizou tecnologia avançada de monitoramento neurológico, permitindo a correção da deformidade e a descompressão da medula espinhal.
Segundo os médicos responsáveis, o caso exigiu planejamento detalhado devido ao quadro clínico delicado, ao baixo peso da paciente e às características da doença rara. Ainda assim, os resultados iniciais superaram as expectativas da equipe.
Pela primeira vez, Sarah passou a relatar sensações nas pernas, como formigamento e desconforto muscular, sinais considerados positivos no processo de recuperação neurológica. A melhora também refletiu em aspectos simples do cotidiano, como dormir em diferentes posições e usar roupas compatíveis com a idade.
A previsão é de que a recuperação evolua ao longo dos próximos quatro meses, com apoio de fisioterapia e acompanhamento multidisciplinar. A criança seguirá utilizando cadeira de rodas temporariamente, até que desenvolva maior controle motor.
Com novos passos sendo dados rumo à autonomia, a família agora se prepara para as próximas etapas do tratamento. Entre elas, uma futura cirurgia para corrigir a diferença no tamanho das pernas, fundamental para garantir segurança quando o sonho de caminhar se tornar realidade.
Foto: Arquivo pessoal/Reprodução
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