
Karize Ana Fagundes Lemos cuidava de cinco gatos; dois conseguiram escapar da residência antes que fossem atacados.
O julgamento do assassinato da advogada Karize Ana Fagundes Lemos trouxe à tona um episódio que até então não havia ganhado destaque no caso: três dos cinco gatos que ela mantinha em casa também foram mortos no dia do homicídio, em setembro de 2024.
A revelação ocorreu durante a sessão do Tribunal do Júri da Comarca de Caçador, nesta quinta-feira (10). Conforme os investigadores, existe a possibilidade de que os animais tenham sido enforcados com uma corda de sisal retirada de um arranhador. O objeto seria o mesmo utilizado para matar a advogada.
Karize foi assassinada pelo companheiro, Eloid da Cruz Antunes, dentro da residência onde se recuperava de uma cirurgia nos rins. Após o crime, o corpo da vítima foi levado para outro Estado.
A investigação também identificou a forte ligação da advogada com os animais. Ela tinha o hábito de resgatar gatos encontrados nas ruas e providenciar atendimento para eles. Os cinco felinos que estavam sob seus cuidados viviam com ela e faziam parte de sua rotina.
No dia do crime, três deles foram mortos. Os outros dois conseguiram escapar da residência antes que fossem atacados. As circunstâncias envolvendo a morte dos animais passaram a integrar os elementos apresentados durante o processo.
A possível utilização da mesma corda contra a advogada e os gatos é um dos detalhes mais perturbadores revelados no julgamento. A informação permite compreender melhor a sequência de acontecimentos dentro da casa e a extensão da violência registrada naquela data.
O caso voltou ao centro das atenções nesta semana com a realização do Tribunal do Júri, que apresentou novos detalhes sobre as circunstâncias do assassinato e sobre o que ocorreu com os animais que estavam na residência.
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Foto: Imagem gerada por IA
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