
Paralisação foi aprovada após negociações fracassarem e ocorre enquanto a estatal enfrenta prejuízo de R$ 5,6 bilhões no primeiro semestre.
A rotina de quem espera encomendas ou documentos pelos Correios pode mudar nos próximos dias em Santa Catarina. Os trabalhadores iniciaram nesta sexta-feira (11) uma greve por tempo indeterminado, após assembleia do SINTECT-SC aprovar a adesão ao movimento nacional.
A paralisação foi deflagrada depois que as negociações entre empregados e empresa terminaram sem entendimento. As tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST) também não resultaram em acordo.
O plano de saúde é o principal ponto de conflito. Os trabalhadores rejeitam mudanças propostas para o benefício e consideram sua manutenção uma pauta prioritária. A categoria também cobra a reposição das perdas salariais, a preservação de cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho e melhorias nas condições de trabalho.
Outro pedido é o reforço do quadro de funcionários para acompanhar a demanda por entregas. A mobilização catarinense faz parte de uma articulação nacional liderada por sindicatos e pela Findect, com adesões em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul.
Ainda não há prazo definido para o fim da greve. Cartas, boletos e encomendas podem sofrer atrasos, inclusive nos serviços SEDEX e PAC. A orientação para consumidores que aguardam contas é procurar a segunda via nos sites, aplicativos ou canais digitais das empresas, sem depender exclusivamente do documento impresso.
No caso das encomendas, o rastreamento pelos canais oficiais dos Correios permite verificar alterações na movimentação e nos prazos. Em algumas regiões, a orientação sindical é manter apenas atividades administrativas internas.
O movimento acontece enquanto a estatal enfrenta forte pressão financeira. Os Correios acumulam 15 trimestres seguidos de prejuízo e registraram resultado negativo de R$ 5,6 bilhões no primeiro semestre de 2026.
Para tentar melhorar as contas, a empresa aguarda um empréstimo de R$ 7 bilhões negociado com um consórcio de bancos públicos e privados, com previsão de liberação até 15 de setembro.
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Foto: Reprodução
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