
Além das agressões que levaram à morte de Orelha, adolescentes teriam tentado matar outro cachorro na Praia Brava, segundo investigação.
A investigação sobre a morte do cão comunitário Orelha, em Florianópolis, ganhou um novo desdobramento. A Polícia Civil apura a denúncia de que os mesmos adolescentes suspeitos de agredir o animal também teriam tentado afogar outro cachorro na Praia Brava.
O animal, conhecido como Caramelo, era frequentemente visto acompanhando Orelha pela região. Conforme informações divulgadas pela corporação, o cão chegou a ser levado ao mar pelos suspeitos, mas conseguiu fugir. Após o ocorrido, ele foi acolhido e adotado por uma família.
A Polícia Civil realizou, nesta semana, uma operação que resultou no cumprimento de três mandados de busca e apreensão relacionados ao caso. As diligências ocorreram em residências dos adolescentes investigados e de seus responsáveis.
Quatro adolescentes são apontados como suspeitos de participação nas agressões. Dois deles permanecem em Florianópolis, enquanto os outros estão fora do país, em viagem internacional programada anteriormente, segundo as autoridades.
A morte de Orelha causou comoção entre moradores da região e repercutiu amplamente nas redes sociais, reacendendo o debate sobre crimes de maus-tratos contra animais e a responsabilização de menores de idade.
O cão foi dado como desaparecido no início de janeiro e encontrado dias depois em estado crítico. Uma das pessoas que cuidavam dele prestou socorro imediato e o levou a uma clínica veterinária, mas, diante da gravidade dos ferimentos, os profissionais optaram pela eutanásia.
Orelha era um dos cães comunitários da Praia Brava, onde moradores se organizam para garantir alimentação e abrigo a animais que vivem na região. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.
Foto: Redes sociais/ Reprodução
#CausaAnimal #ChegaDeViolência #DireitosDosAnimais #SC #JustiçaParaOrelha

